O HGLG11, um dos maiores fundos imobiliários de logística da Bolsa brasileira, atravessa um momento que combina queda da cotação, aumento dos rendimentos e expansão do portfólio. No relatório referente a julho, o fundo encerrou o mês com cota de mercado em R$ 147,42, enquanto a cota patrimonial estava em R$ 166,43, indicando negociação abaixo do valor patrimonial.
Segundo os dados apresentados, a cota acumulava queda de 2,8% em um mês, 7,4% em seis meses e 4,59% em 12 meses. O patamar atual está entre os menores registrados desde 2020, período marcado pelo choque inicial da pandemia.
HGLG11 aumenta rendimento para R$ 1,17
Um dos principais destaques para o cotista foi a elevação da distribuição mensal para R$ 1,17 por cota. O aumento foi relacionado, entre outros fatores, à venda do ativo de Itapevi e à conclusão do galpão HGLG Simões Filho G1, que passou a gerar receita de aluguel.
A gestão também indicou expectativa de manutenção da distribuição em aproximadamente R$ 1,17 por cota ao longo do segundo semestre de 2026, com possibilidade de nova elevação no primeiro semestre de 2027, à medida que outros projetos sejam concluídos.
Principais números do HGLG11
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Cota de mercado | R$ 147,42 |
| Cota patrimonial | R$ 166,43 |
| Rendimento mensal | R$ 1,17 |
| Vacância física | 2,9% |
| Vacância financeira | 3,7% |
| Imóveis | 41 |
| Locatários | 188 |
| Prazo médio dos contratos | 4,2 anos |
| Aluguel médio | R$ 27,70/m² |
| Alavancagem | 10,3% |
| Cotistas | mais de 607 mil |
Vacância segue abaixo de 3%
Mesmo com um portfólio de grande porte, a vacância física encerrou julho em apenas 2,9%, enquanto a financeira ficou em 3,7%. A projeção mencionada pela gestão aponta aumento para cerca de 3,1% em agosto e aproximadamente 3,8% posteriormente, ainda considerado um nível reduzido diante da dimensão do fundo.
O HGLG11 possui 41 imóveis e 188 locatários, com mais de 2,2 milhões de metros quadrados de área bruta locável. Cerca de 56,6% do portfólio está localizado em São Paulo, enquanto aproximadamente 88% dos contratos são corrigidos pelo IPCA.
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Venda de Itapevi reforça caixa
Outro ponto relevante foi a conclusão da venda do ativo de Itapevi. O imóvel havia sido adquirido em 2023 e foi vendido em 2026 por valor 7,9% superior ao laudo de avaliação.
A operação gerou lucro total de aproximadamente R$ 44,5 milhões, equivalente a R$ 0,98 por cota, além de uma taxa interna de retorno estimada em 27,4% ao ano. Desse valor, R$ 0,83 por cota já haviam ingressado no caixa.
Novos galpões podem sustentar crescimento
A estratégia do HGLG11 também passa pelo desenvolvimento de novos imóveis. Entre os projetos estão o HGLG Simões Filho G200 e o Itupeva G400, ambos ligados à expansão da capacidade logística.
O projeto de Itupeva apresentava avanço físico superior a 53%, enquanto o empreendimento de Simões Filho ainda estava em estágio inicial. Parte dos novos desenvolvimentos possui contratos no modelo built-to-suit para o Mercado Livre, o que pode ampliar a previsibilidade de receitas após a conclusão das obras.
Para o investidor, o cenário reúne dois pontos que chamam atenção: cota negociada com desconto relevante sobre o valor patrimonial e perspectiva de expansão da renda. Ao mesmo tempo, incorporações, obras e eventuais mudanças na vacância continuam sendo fatores importantes para acompanhar nos próximos relatórios.