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HTMX11 eleva dividendos em 20% e avança no processo de desinvestimento

Fundo hoteleiro vendeu seis unidades em fevereiro e acumula 608 unidades desinvestidas desde o início da estratégia, com R$ 46,38 por cota amortizada

Redação RadarFII Publicado em 03/04/2026

O fundo imobiliário HTMX11 divulgou resultado de R$ 3,543 milhões em fevereiro, gerado a partir de receitas totais de R$ 4,192 milhões. As despesas do mês somaram R$ 649 mil.

Apesar do resultado menor, o fundo distribuiu dividendos de R$ 1,20 por cota, valor 20% superior ao mês anterior, quando havia sido de R$ 1,00 por cota.

Desinvestimento impulsiona resultado

Parte relevante do resultado veio do avanço no processo de desinvestimento. Em fevereiro de 2026, o HTMX11 vendeu seis unidades hoteleiras, sendo cinco no Intercity Paulista e uma no Estanplaza International, operação que gerou R$ 2,669 milhões em receita. Após a dedução da taxa de performance, o lucro líquido das transações foi de R$ 2,348 milhões, equivalente a R$ 0,81 por cota.

Desde o início dessa estratégia, já foram vendidas 608 unidades, acumulando R$ 46,38 por cota amortizada. Com isso, o portfólio iniciou março de 2026 com 740 unidades distribuídas em 19 hotéis.

A receita de aluguéis referente a janeiro de 2026 ficou em R$ 1.304 por apartamento, recuo de 4% frente ao mesmo período do ano anterior, quando havia sido de R$ 1.361. Esse movimento foi influenciado principalmente pelos efeitos do benefício do PERSE, ainda vigente no início do ano passado.

Indicadores operacionais

A taxa de ocupação do HTMX11 atingiu 42% em fevereiro, crescimento de 5% em relação a janeiro de 2025, enquanto a diária média permaneceu estável em R$ 477. Como consequência, o RevPAR chegou a R$ 202, avanço de 6% sobre os R$ 191 registrados um ano antes.

Contexto do mercado hoteleiro

O comportamento do setor ao longo do trimestre ajuda a explicar esses números. Em janeiro, o mercado hoteleiro de São Paulo apresentou ritmo mais moderado, reflexo da sazonalidade típica das férias e da menor atividade corporativa. A segunda metade do mês indicou retomada gradual da demanda, acompanhando a volta das viagens de negócios.

Em fevereiro, apesar dos efeitos do Carnaval, houve melhora na comparação anual, impulsionada por eventos pontuais e pela agenda de entretenimento da cidade. Entre os destaques, o show do AC/DC no Morumbis elevou a demanda em ativos como Ibis, Ibis Budget Morumbi e Novotel Morumbi, contribuindo para mitigar a sazonalidade.

A gestão do HTMX11 aponta que a tendência de recuperação ganha força em março, quando São Paulo entra em um período mais aquecido, com feiras, congressos e eventos de grande porte. A realização de encontros como a Expo Revestir, além de festivais e shows como o Lollapalooza, deve ampliar tanto a demanda corporativa quanto a de lazer.