O IFIX, índice que acompanha o desempenho dos fundos imobiliários listados na B3, encerrou janeiro de 2026 com valorização de 2,27%, aos 3.860,99 pontos. O resultado consolidou um início de ano positivo para os FIIs, marcado por sucessivas renovações de máximas históricas ao longo do mês.
Durante o período, o índice oscilou entre a mínima de 3.775,31 pontos e a máxima de 3.864,38 pontos, refletindo um ambiente mais favorável aos ativos de risco e uma leitura mais construtiva do cenário macroeconômico.
Esse movimento ocorreu em meio ao aumento do apetite ao risco por parte dos investidores, impulsionado pela expectativa de que o ciclo de cortes da taxa Selic tenha início a partir de março. A perspectiva de juros mais baixos favoreceu a reprecificação dos ativos mais sensíveis ao custo do capital, beneficiando o desempenho do IFIX.
Entre os segmentos, os Fundos de Fundos (FOFs) e os fundos multiestratégia lideraram os ganhos do mês. Em contrapartida, os fundos híbridos apresentaram desempenho inferior, pressionados por revisões negativas nas projeções de distribuição de rendimentos em fundos específicos.
O principal destaque positivo do IFIX em janeiro foi o BTHF11, que avançou 11,5% no mês. A valorização ocorreu após o anúncio de aumento nos dividendos, que passaram para R$ 0,10599 por cota, representando uma alta de 15,2% em relação aos valores praticados anteriormente.
A carteira do BTHF11 combina fundos imobiliários de tijolo, fundos de papel, CRIs, ativos reais e uma posição relevante em caixa, o que contribuiu para a percepção positiva do mercado.
Na ponta negativa do índice, o TGAR11 liderou as perdas do IFIX em janeiro, após a revisão da projeção de distribuição de rendimentos para uma faixa entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota.
Até então, o TGAR11 mantinha uma sequência de pagamentos estáveis de R$ 1,00 por cota. A mudança nas expectativas gerou reação negativa do mercado.
Segundo a gestora, o ajuste não decorre de deterioração dos ativos, mas de uma postura mais conservadora diante do cenário macroeconômico e de crédito, ainda marcado por juros elevados.
A administração explicou que, por atuar no desenvolvimento de projetos, existe uma defasagem natural entre as vendas contratadas e a entrada efetiva de caixa, o que impacta o ritmo de distribuição de rendimentos no curto prazo.
Mesmo com o ajuste nas projeções, a gestão reforça que o portfólio permanece saudável e que a estratégia busca preservar valor e fortalecer a estrutura financeira no longo prazo. Ainda assim, o TGAR11 terminou o mês como a maior queda do IFIX.