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XPLG11 reduz vacância com novos contratos de 13 mil m² em Seropédica

Fundo fecha locação dos módulos B1, B2 e B3 com duas empresas do setor logístico e projeta queda da vacância física de 8,8% para 7,9%

Redação RadarFII Publicado em 19/08/2026

O XPLG11 (XP Log Fundo de Investimento Imobiliário) fechou novos contratos de locação para 13.118,44 metros quadrados no Condomínio Seropédica, no Rio de Janeiro. Com a ocupação dos espaços, a vacância física do portfólio do fundo imobiliário deve cair de 8,8% para 7,9%, segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira (17).

Os contratos abrangem os módulos B1, B2 e B3 e foram celebrados com duas empresas que atuam no segmento logístico. O XPLG11 não revelou a identidade das novas locatárias. Os acordos têm prazo de 60 meses, contados a partir de 15 de agosto de 2026.

No relatório gerencial referente a julho, o empreendimento de Seropédica aparece como CD B2W, com área construída de 82.049 metros quadrados e vacância de 37%. O imóvel está localizado no eixo da Rodovia Presidente Dutra e do Arco Metropolitano.

Seropédica tinha mais de 30 mil m² vagos

Antes dos novos contratos, o relatório gerencial apontava 30.268 metros quadrados vagos em Seropédica, equivalentes a 1,8% da área do portfólio considerada na tabela de contratos do fundo. O mesmo documento mostrava que a B2W ocupava 51.781 metros quadrados no empreendimento, em contrato típico com vencimento previsto para julho de 2028.

Os 13.118,44 metros quadrados agora alugados correspondem a cerca de 43% da área que estava disponível no empreendimento no fechamento de julho. O percentual é resultado do cálculo com base nos números apresentados pelo fundo no relatório gerencial.

Pelo mesmo cálculo, a diferença entre os 30.268 metros quadrados vagos registrados em julho e a área objeto dos novos contratos é de aproximadamente 17,1 mil metros quadrados. O fato relevante, porém, informa apenas que a vacância do portfólio passará de 8,8% para 7,9%, sem apresentar um novo percentual de vacância específico para o imóvel de Seropédica.

O gráfico de evolução apresentado pela gestão mostra que a vacância física do XPLG11 estava em 3,5% em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, avançou para 7,8% em fevereiro e atingiu 8,7% em março. Depois, o indicador ficou próximo de 8% entre abril e junho e chegou a 8,8% em julho. Com os contratos anunciados agora, a projeção informada pelo fundo é de redução para 7,9%.

No relatório de julho, a gestão afirmava que continuava prospectando novos inquilinos, em conjunto com parceiros, para ocupar as áreas disponíveis do portfólio.

Qual é a receita estimada dos novos contratos por cota

Além da redução da vacância, o XPLG11 apresentou uma estimativa da receita decorrente das novas locações. Considerando a soma dos recebíveis relativos aos primeiros 24 meses de vigência dos contratos, a receita acumulada é estimada em R$ 0,0528 por cota.

A partir do 25º mês, a receita mensal decorrente dos contratos é estimada em R$ 0,0041 por cota, sem considerar a correção inflacionária prevista nos acordos. Os cálculos utilizam a quantidade atual de cotas do fundo em circulação.

O XPLG11 ressalta que os valores apresentados não representam garantia de rentabilidade.

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Para efeito de comparação, o fundo declarou rendimento de R$ 0,82 por cota referente a julho. O valor representou dividend yield anualizado de 10,59%, considerando a cotação de R$ 92,90 no fechamento daquele mês. O relatório mostra ainda que o fundo possuía patrimônio líquido de R$ 5,39 bilhões e 370.918 cotistas.

Portfólio do XPLG11

O relatório de julho contabilizava 31 condomínios, 92 locatários e aproximadamente 1,716 milhão de metros quadrados de área construída. A vacância física estava em 8,8%, enquanto a vacância financeira era de 4,6%.

O Rio de Janeiro concentrava 134.677 metros quadrados, ou 7,8% da área do portfólio. São Paulo era a principal exposição geográfica, com pouco mais de 1,064 milhão de metros quadrados e participação de 62%.

Com os contratos anunciados agora, o XPLG11 reduz a área desocupada no Condomínio Seropédica. A gestão não informou no fato relevante os nomes das duas novas empresas que ocuparão os módulos B1, B2 e B3.